quinta-feira, 18 de abril de 2024

METEORITO E OURO EM BRACELETE E INTRIGANTE MEIA ESFERA COM 3.200 ANOS DE IDADE SÃO DESCOBERTOS EM TESOURO ESPANHOL.

 

O "Tesouro de Villena" tem vários itens de ouro, mas um bracelete e uma esfera são os que mais se destacam – eles são o registro mais antigo de ferro meteorítico na península Ibérica. Em 1963, um grupo de arqueólogos encontrou uma arca cheia de objetos valiosos em Villena, cidade na província de Alicante, sudeste da Espanha. O baú ficou conhecido como “o tesouro de Villena”, e abrange potes, jarros e braceletes feitos de ouro e prata. Segundo o Museu de Villena, onde o tesouro fica guardado, é “um dos conjuntos de peças de ouro mais importantes da Idade do Bronze”. No meio de tanto luxo, dois artefatos singelos chamaram a atenção dos pesquisadores: uma meia esfera oca, que talvez tenha sido parte do punho de uma espada, e uma pulseira, ambas feitas de um tipo especial de ferro. A datação dos itens revelou que eles foram fabricados entre 1.400 a.C. e 1.200 a.C., o que entra em conflito com o início do uso de minério de ferro na península Ibérica, que só começou depois de 850 a.C. 


Se o começo da extração de ferro da superfície terrestre na região não bate com a idade dos artefatos, talvez o material tenha vindo de outro lugar – mais especificamente, do espaço. O ferro vindo de meteoritos tem uma diferença importante em sua composição: altos teores de níquel. Em comparação, o ferro da crosta terrestre costuma ter tão pouco desse material que que nem é perceptível. Para averiguar a procedência dos objetos, um grupo de pesquisadores conseguiu permissão do Museu de Villena para analisar sua composição. Eles cuidadosamente coletaram amostras de ambos os artefatos e submeteram o material à espectrometria de massa. Apesar da corrosão, que altera a composição elementar do artefato, os resultados sugerem fortemente que a pulseira e meia esfera sejam feitos de ferro meteorítico. 


“Os dados disponíveis sugerem que eles seriam atualmente as duas primeiras peças de ferro meteorítico na Península Ibérica”, escrevem os pesquisadores em seu artigo, publicado no periódico “Trabajos de Prehistoria”. Isso “é compatível com uma cronologia do fim da Idade Bronze, anterior ao início da produção de ferro terrestre.” Ignacio Montero Ruiz, principal autor do estudo, afirma que objetos feitos de ferro meteorítico são raros, e a maioria dos exemplares conhecidos deste período está ligada às culturas do Mediterrâneo oriental. “Os criadores do tesouro provavelmente tiveram acesso a um meteorito caído na área, que lhes permitiu descobrir as propriedades deste material e como moldá-lo”, afirma. Mas, se os tesouros foram trazidos de fora ou produzidos por lá, não dá para saber.

Fonte: https://super.abril.com.br/historia/cientistas-descobrem-bracelete-feito-de-ferro-espacial-em-tesouro-espanhol

terça-feira, 16 de abril de 2024

TESOURO MILENAR CHEIO DE OURO É DESCOBERTO NO PANAMÁ.



O túmulo de um importante senhor da época pré-hispânica (750-800 D.C), foi encontrado no parque arqueológico de El Caño, província do Panamá. Linette Montenegro, diretora nacional do Património do Ministério da Cultura detalhou que durante este verão a Fundação desenvolvem o projeto arqueológico da Tumba No 9 do Parque Nacional Arqueológico. Montenegro acrescentou que, além das oferendas, na sua maioria artefatos de cerâmica, foram encontradas peças de ouro que fazem parte do enxoval funerário com que os mortos são enterrados e que têm não só valor económico, mas um valor histórico e cultural incalculável.


Este enxoval é composto por 5 peitorais, 2 cintos de contas esféricas de ouro, 4 pulseiras, 2 brincos em forma de figuras humanas (um homem e uma mulher), um brinco em forma de crocodilo, 1 colar de contas pequenas circulares, 5 brincos feitos com dentes de cachalote com capas de ouro, um conjunto de placas circulares de ouro, dois sinos, pulseiras e outros artefatos feitos com dentes de cão e um conjunto de flautas de osso. Enquanto a doutora Julia Mayo, diretora da Fundação El Caño e diretora do projeto arqueológico por 18 anos, pois as escavações começaram em 2008, detalhou que esta coleção pode ter pertencido a um homem adulto de alto estatuto da sede do Rio Grande. 


A Dra. Mayo afirmou que o túmulo foi construído por volta do ano 750 depois de Cristo e é o de um grande e importante senhor, mas também de outras pessoas que morreram para acompanhá-lo ao além. Explicou que a escavação do enterro ainda não terminou, portanto não se pode especificar até agora quantas pessoas foram enterradas com ele, mas o que se sabe que foi enterrado de cabeça para baixo, uma forma de enterro comum nesta sociedade, sobre o corpo de uma mulher.

 

Esta descoberta é importante, entre outras coisas, porque apresenta um tipo de enterramento muito especial que “conhecemos como enterramentos múltiplos e simultâneos e chamamos-lhe assim porque consistem em inumações de um número variável de pessoas (de 8 a 32 pessoas) numa mesma tumba de pessoas de alto status que foram enterradas juntamente com outras previamente sacrificadas para servir como acompanhantes” detalhou a especialista Mayo.

Fonte: https://arkeonews.net/magnificent-discovery-a-major-tomb-filled-with-gold-and-ceramic-artifacts-was-discovered-in-panama/

domingo, 24 de março de 2024

GAROTO DE 13 ANOS FAZ DESCOBERTA HISTÓRICA EM REDE DE TÚNEIS NA GALILEIA.

Durante as escavações realizadas em Huqoq, na região da Galileia, um voluntário de 13 anos se deparou com um objeto histórico. Com a colaboração de estudantes, moradores locais e militares, a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) realizou escavações na antiga vila judaica de Huqoq, perto da Galileia, nos últimos meses. Foi assim que um menino de 13 anos encontrou um antigo anel escondido em um dos esconderijos subterrâneos. “Um pequeno objeto incomum chamou a minha atenção. No início, não entendi do que se tratava, mas depois olhei mais de perto e reconheci um buraco. Quando apresentei a descoberta a um arqueólogo, ele confirmou que era um anel antigo”, disse o garoto em um comunicado. Conforme repercutido pelo site da revista Galileu, o acessório de cobre tem cerca de 2 mil anos. No centro do item histórico, é possível notar um buraco, que os especialistas acreditam ser ocupado por uma pedra preciosa.


Tal anel remonta ao período da Rebelião de Bar Kokhba. Os arqueólogos e voluntários também descobriram uma rede de túneis ocultos que remetem a Revolta de Bar Kokhba, um conflito que ocorreu entre 132 e 135 d.C., e ficou marcado pela insurgência dos judeus contra o Império Romano. Classificado como o maior sistema de esconderijos da Galileia, os oito espaços serviram como abrigos subterrâneos por serem estreitos e baixos, permitindo um deslocamento seguro entre as moradias. Por serem anguladas a noventa graus, romanos armados com equipamentos pesados não conseguiram transitar pelas passagens. O sistema de esconderijos oferece um vislumbre dos dias difíceis da comunidade judaica na Galileia como um todo.

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/garoto-de-13-anos-faz-descoberta-historica-em-rede-de-tuneis-na-galileia.phtml

domingo, 11 de fevereiro de 2024

O DOCUMENTO 512 E A MÍSTICA CIDADE PERDIDA DA BAHIA ONDE O MISTÉRIO AINDA CONTINUA!

 

Os pedidos de vários seguidores fizeram com que eu escrevesse novamente sobre o maior mistério na história do Brasil ou, como diríamos, o mais famoso mito arqueológico brasileiro é a “cidade perdida da Bahia”. O local é incerto, mas as afirmações coincidem com os detalhes de antigos viajantes que falavam de ruas calçadas e muros altos de pedras. A lenda teve início nos tempos do império, quando o governo português mandou prender Robério Dias, o Muribeca, por não querer revelar a localização de ricas minas de prata na Bahia. Há indícios, aliás, registros muito contundentes que deixam a impressão que “algo muito sério” está sendo escondido propositalmente durante vários anos. 


A cidade perdida do sertão baiano passou por uma pesquisa minuciosa entre os anos de 1840 e 1847. Tudo porque, um ano antes, fora encontrado pelo naturalista português Manoel Ferreira Lagos um documento envelhecido, esquecido num canto da Livraria Pública da Corte (Atual Biblioteca Nacional). Era um velho manuscrito carcomido pela passagem do tempo que hoje é catalogado com o número 512, de 10 páginas com o título: “RELAÇÃO HISTÓRICA E OCCULTA, E GRANDE POVOAÇÃO ANTIQUÍSSIMA SEM MORADORES”.


A região é inóspita. Os depoimentos nem sempre coincidem, mas há vários pontos que confirmam relatos de uns e outros sobre ruínas espantosas. Apesar de não haver comprovação da realidade, os intelectuais e entusiastas acreditam que todos os esforços devem ser dedicados, pois que esses vestígios podem conduzir às grandes descobertas de um passado misterioso, não só do Brasil, mas envolvente para todo o continente sul-americano. Os relatos que falam da “Lenda da Montanha de Cristal” descrevem uma montanha muito brilhante. Os bandeirantes não conseguiram escalá-la, mas um negro descobrira o caminho todo calçado de pedras por dentro da montanha. 



Do alto, dizia o relato, avistava-se uma enorme povoação. O local mostrava-se despovoado, assim, iniciaram sua exploração. Esse único caminho de pedra levava até a entrada da fantástica cidade (prossegue o relato) até chegar à entrada com um portal que possuía três arcos de grande altura. Havia letras que não poderiam ser copiadas devido à grande altura do portal. As casas eram construídas de forma simétrica e a cidade parecia uma só propriedade. As coberturas das casas eram algumas de teto de ladrilho queimado e outras de laje. No final da rua, surgia uma praça regular com algo extraordinariamente grande: uma coluna de pedra preta bem ao centro com a estátua de um homem que apontava com o dedo indicador para o Polo Norte. Em cada canto da praça, ao estilo romano, ficavam uma agulha, algumas já destruídas pelo efeito de raios.


O relato continua...
Outra grande figura encontrada sobre o pórtico principal da mesma rua, era coroada de louros e despida da cintura para baixo, trazendo estranhas inscrições abaixo do escudo. De ambos os lados da praça, edifícios grandiosos, sendo que o primeiro parecia um templo com figuras em relevo tais como corvos e cruzes. Muitos escombros e ruínas completavam o cenário que era encontrado, parecendo que havia acontecido um terremoto. Um grande rio passava do lado da praça, por onde os bandeirantes navegaram durante três dias até atingirem uma cachoeira. Também foi encontrada uma moeda de ouro desconhecida que trazia a gravura de um homem de joelhos. No verso da moeda, um arco, uma coroa e uma flecha.
A carta fez a lenda.
De volta da expedição, os bandeirantes enviaram uma carta ao Rio de Janeiro, o que originou os manuscritos encontrados em 1839. A autoria do manuscrito, segundo o pesquisador Heman Kruse e o historiador Pedro Calmon, foi conferida ao bandeirante João da Silva Guimarães, que teria percorrido os sertões da Bahia entre 1752 e 1753. Estranho é que as autoridades brasileiras, depois de todos os esforços dos tempos do império, jamais se pronunciaram sobre essa miragem fantástica que desafia nossa imaginação. Parte dela ainda pode estar lá, envolvida pela vegetação, contando uma história bem diferente do que nos é ensinada nos livros escolares.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

CRIANÇA DE TRÊS ANOS ENCONTRA PINGENTE DE 500 ANOS QUE VALE R$ 15 MILHÕES.

 


Um menino de três anos usando um detector de metais pela primeira vez desenterrou um pingente de ouro estimado em mais de £ 2,5 milhões (R$ 15,5 milhões). James Hyatt fez a descoberta enquanto estava com seu pai e seu avô em Essex, próximo a Londres na Inglaterra. Ele estava examinando o solo há apenas alguns minutos quando o som começou a apitar. O trio, começou a cavar e, com apenas 20 centímetros de profundidade, viu um brilho e encontrou o que agora sabem ser um pingente de ouro de 500 anos. Papai Jason, 34 anos, disse: "James ficou nervoso depois de apenas cinco minutos. Vimos um brilho de 20 centímetros abaixo e puxamos o objeto com cuidado. "Papai ficou maravilhado. Ele nunca encontrou nada parecido em 15 anos fazendo seu hobby. “James estava muito animado para encontrar o tesouro, embora seja muito jovem para perceber seu significado.” Os especialistas acreditam que o raro medalhão, ou relicário, remonta a 1500 e foi usado para guardar supostas partes da coroa de espinhos ou crucifixo de Cristo. James, que agora tem quatro anos, disse: "Eu estava segurando o detector e ele emitiu um bip, um bip, um bip. "Então cavamos na lama. Havia ouro lá. Não tínhamos um mapa - apenas os piratas têm mapas do tesouro." Um inquérito declarou que o relicário é um tesouro e poderia ser comprado por milhões por uma instituição interessada, incluindo o Museu Britânico. Os rendimentos serão divididos com a família e o proprietário do campo onde o pingente foi encontrado. Enquanto isso, arqueólogos no oeste de Londres dizem ter descoberto toda uma paisagem romana sob a superfície de uma propriedade listada. A descoberta no Parque Syon inclui uma estrada romana, assentamentos e sepulturas romanas que permanecem desconhecidas há pouco meio metro abaixo do solo há quase dois mil anos.

  https://www.fatbraintoys.com/play/2015/5/three_year_old_finds_500_year_old_pendant_worth_4_.cfm

terça-feira, 21 de novembro de 2023

TESOURO INESTIMÁVEL COM 350 ANOS RECUPERADOS DE NAUFRÁGIO ESPANHOL QUE VIAJAVA DE CUBA PARA SEVILHA.


Histórias de tesouros enterrados e naufrágios antigos cativam há séculos, desde contos de piratas até sucessos de bilheteria de Hollywood. Para uma equipe de exploradores, no entanto, a lenda tornou-se realidade quando descobriram um tesouro de artefatos de um galeão espanhol afundado com 350 anos de idade – incluindo moedas, pedras preciosas e joias de valor inestimável que pertenceram a cavaleiros marinheiros. O Nuestra Señora de las Maravillas afundou em 1656 depois de colidir com outro barco da sua frota e colidir com um recife de coral ao largo das Bahamas. O navio transportava um tesouro, parte do qual foi reservado como imposto real para o rei Filipe IV, de Cuba para Sevilha, na Espanha. O navio de 891 toneladas continha mais carga do que o normal, pois também tinha a missão de transportar tesouros recuperados de outro navio que havia afundado dois anos antes. Já houve várias tentativas bem sucedidas de recuperar a carga do navio, com quase US$ 3,5 milhões de itens recuperados entre 1650 e 1990, segundo o especialista em naufrágios Allen Exploration, que realizou uma expedição de dois anos a partir de 2020. Mas as últimas descobertas, que serão exibidas este mês no novo Museu Marítimo das Bahamas , oferecem uma nova visão sobre a vida a bordo do navio. 


Pendente em ouro e esmeralda pertencente a um cavaleiro da Ordem de Santiago, com cruz central de São Tiago.


Usando tecnologia de sensoriamento remoto, como sonar e magnetômetros, a Allen Exploration rastreou “uma longa e sinuosa trilha de detritos” espalhados por um trecho de 13 quilômetros do fundo do oceano, acrescentou o fundador Carl Allen em um comunicado. Entre as descobertas estava uma corrente de filigrana de ouro com 1,76 metros de comprimento e vários pingentes adornados com joias que pertenceram aos cavaleiros da Ordem de Santiago, uma ordem religiosa e militar centenária. Um dos pingentes de ouro apresenta uma grande esmeralda colombiana oval e uma dúzia de esmeraldas menores, que os especialistas acreditam poderem representar os 12 apóstolos, ao lado da Cruz de São Tiago. Três outros pingentes de cavaleiro também foram descobertos, incluindo um em forma de concha dourada. “Quando trouxemos à tona a esmeralda oval e o pingente de ouro, minha respiração ficou presa na garganta”, disse Allen, acrescentando: “Como esses pequenos pingentes sobreviveram nessas águas agitadas e como conseguimos encontrá-los, é o milagre das Maravillas.”



Uma garrafa de vinho de vidro, um dos muitos itens que iluminam a vida a bordo do navio.


Outros artefatos recuperados iluminam a vida cotidiana das Maravillas, que navegaram durante a “Idade de Ouro Espanhola”, incluindo porcelana chinesa e potes de azeitona, bem como o cabo de uma espada de prata. Parte do valioso conteúdo do galeão também pode ter sido contrabando com o propósito de “untar ilegalmente as mãos de comerciantes e funcionários espanhóis”, disse Allen. Os itens descobertos pela equipe de Allen ficarão permanentemente guardados no Museu Marítimo das Bahamas , que será inaugurado em 8 de agosto na segunda maior cidade do país caribenho, Freeport. E Sinclair acredita que ainda poderá haver mais descobertas a serem feitas. “O navio pode ter sido destruído por salvamentos e furacões anteriores. Mas estamos convencidos de que há mais histórias por aí”, disse ele.

Fonte: https://edition.cnn.com/style/article/maravillas-bahamas-shipwreck-treasure-scn/index.html

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

DETECTORISTA DESCOBRE UM IMENSO TESOURO COM MILHARES DE MOEDAS ROMANAS EM MERGULHO NA SARDENHA.


ROMA (AP) – Um mergulhador detectorista que avistou algo metálico não muito longe da costa da Sardenha levou à descoberta de dezenas de milhares de moedas antigas de bronze. O Ministério da Cultura da Itália disse no sábado que o mergulhador alertou as autoridades, que enviaram mergulhadores designados para um esquadrão de proteção artística junto com outros do departamento de arqueologia submarina do ministério. As moedas que datam da primeira metade do século IV foram encontradas em ervas marinhas, não muito longe da costa nordeste da ilha mediterrânica. O ministério não disse exatamente quando o primeiro mergulhador avistou algo metálico próximo à costa da Sardenha, não muito longe da cidade de Arzachena.



Exatamente quantas moedas foram recuperadas ainda não foram determinadas, pois elas estão sendo classificadas. Uma declaração do ministério estimou que existem pelo menos cerca de 30.000 e possivelmente até 50.000, dado o seu peso coletivo. “Todas as moedas estavam em excelente e raro estado de preservação”, disse o ministério. As poucas moedas danificadas ainda tinham inscrições legíveis, afirmou. “O tesouro encontrado nas águas ao largo de Arzachena representa uma das descobertas de moedas mais importantes” dos últimos anos, disse Luigi La Rocca, funcionário do departamento de arqueologia da Sardenha. 


La Rocca acrescentou em comunicado que a descoberta é “mais uma prova da riqueza e importância do património arqueológico que o fundo marinho dos nossos mares, atravessado por homens e mercadorias das mais antigas épocas, ainda guarda e preserva”. Mergulhadores bombeiros e mergulhadores da polícia de fronteira também estiveram envolvidos na localização e recuperação das moedas. As moedas foram encontradas principalmente em uma ampla área de areia entre as ervas marinhas submarinas e a praia, disse o ministério. Dada a localização e o formato do fundo do mar, pode haver restos de destroços de navios nas proximidades, disse o ministério.


Fonte: https://apnews.com/article/italy-ancient-coins-sardinia-divers-cabdfa070d37a8020f874dd90c0a2433

sábado, 28 de outubro de 2023

CASAL DE DETECTORISTAS DESENTERRAM TESOURO EM MOEDAS RARAS DO SÉCULO XIV AVALIADAS EM R$ 92 MIL.

 


Um casal de 70 anos encontrou algum tesouro medieval enquanto passeava com seus detectores de metal em um de seus campos favoritos. Phil e Joan Castle descobriram cinco moedas de ouro raras que datam do século XIV e que podem render £ 15.000 (R$ 92.000,00) em leilão. Phil, 71 anos, estava fazendo tratamento de quimioterapia quando a dupla tropeçou em uma barra de bolsa medieval de latão, 20 centímetros abaixo do solo. Ele e sua esposa Joan, de 70 anos, trabalham juntos na detecção de metais há mais de 30 anos e estavam verificando um de seus campos arado perto de sua casa quando fizeram a descoberta em outubro de 2018. As moedas datam do reinado do rei Eduardo III e têm 3,4 cm de diâmetro, representando o monarca Plantageneta em um navio segurando uma espada e um escudo de um lado e a cruz real do outro. 


Joan inicialmente encontrou uma moeda de ouro quebrada na superfície do solo, então outro sinal do detector de metais próximo a ela revelou a barra de latão da bolsa do século XIV abaixo. Nas duas horas seguintes, mais quatro moedas de ouro foram descobertas em uma área de cerca de 5 metros. Phil disse: 'Não tínhamos ideia do que eram as moedas quando as encontramos. Na época, eu estava fazendo quimioterapia para leucemia, então a detecção foi um grande alívio. Phill conheceu o hobby por sua esposa, que costumava procurar fósseis e cotovias no rio Tâmisa - que está procurando na lama do rio itens de valor ou significado histórico. Joan espera que o casal consiga comprar uma cozinha nova com a parte do lucro da venda, que será dividida com o proprietário do terreno onde foram descobertos. Ele acrescentou: “As reservas de bolsas não são comuns e quando aparecem, geralmente contêm apenas moedas de prata, então esta é especial. As moedas farão parte de um leilão especializado em moedas, medalhas, notas e joias no centro de Londres.

Fonte: https://metro.co.uk/2022/05/20/kent-metal-detector-couple-unearth-rare-14th-century-coins-worth-15000-16684094/

terça-feira, 10 de outubro de 2023

SANDÁLIAS PRÉ-HISTÓRICAS COM 6.200 ANOS SÃO ENCONTRADAS NA ESPANHA

 


Cerca de 20 pares de sandálias de uma era considerada "pré-histórica" foram descobertos em uma caverna perto da cidade de Granada, na Espanha. Estima-se que os calçados tenham 6.200 anos e mediam algo em torno de 20,5 cm. A notícia surgiu após cientistas usaram a datação por carbono em 76 objetos da Cueva de los Murciélagos, escavados por mineiros no século XIX quando estes trabalhavam na região. Entre os objetos estão cestos feitos à mão, que representam a primeira evidência direta da habilidade nas sociedades mesolíticas, e provavelmente pertenceram a caçadores-coletores do sul da Europa. 


Os objetos foram estudados por cientistas da Universidad de Alcalá e da Universitat Autònoma de Barcelona. Os pesquisadores descobriram que eles eram feitos de madeira, junco e esparto, além de datarem do período Holoceno, entre 9.500 e 6.200 anos atrás. "Estes são o conjunto mais antigo e mais amplo de calçado pré-histórico, tanto na Península Ibérica como na Europa, sem paralelo em outras latitudes", afirmou Francisco Martínez Sevilla, pesquisador do Departamento de Pré-história da UAH, em entrevista ao tabloide New York Post. Outros objetos, como pedaços de tecidos e cestos de palha, também foram encontrados, muitos deles datados de mais de 9.500 anos atrás. Acredita-se que os achados estejam bem preservados graças aos baixos níveis de umidade da área, um dos sítios arqueológicos pré-históricos mais emblemáticos do mundo, devido à rara preservação de materiais orgânicos.

Fonte: https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/calcados-pre-historicos-com-mais-de-6000-anos-sao-descobertos-em-caverna-09102023

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

DETECTORISTA AMADOR USANDO HOBBY COMO TRATAMENTO MÉDICO ENCONTROU FABULOSO TESOURO DE 1500 ANOS.

 

COPENHAGUE, Dinamarca (AP) – A princípio, o norueguês pensou que seu detector de metais reagia a dinheiro de chocolate enterrado no solo. Acabou sendo nove pingentes, três anéis e 10 pérolas de ouro que alguém poderia ter usado como joias vistosas há 1.500 anos. A rara descoberta foi feita neste verão por Erlend Bore, de 51 anos, na ilha de Rennesoey, no Sul, perto da cidade de Stavanger. Bore comprou seu primeiro detector de metais no início deste ano para ter um hobby, depois que seu médico ordenou que ele saísse em vez de sentar no sofá. Ole Madsen, diretor do Museu Arqueológico da Universidade de Stavanger, disse que encontrar “tanto ouro ao mesmo tempo é extremamente incomum”.

 


Em agosto, Bore começou a caminhar pela ilha montanhosa com seu detector de metais. Um comunicado divulgado pela universidade disse que ele primeiro encontrou alguns restos, mas depois descobriu algo que era “completamente irreal” – o tesouro pesando pouco mais de 100 gramas (3,5 onças). De acordo com a lei norueguesa, os objetos anteriores a 1537 e as moedas anteriores a 1650 são considerados propriedade do Estado e devem ser entregues. O professor associado Håkon Reiersen do museu disse que os pingentes de ouro – medalhas de ouro planas, finas e unilaterais chamadas bracteates – datam de cerca de 500 d.C., o chamado Período de Migração na Noruega, que vai entre 400 e cerca de 550, quando havia migrações generalizadas na Europa.

 
Os pingentes e as pérolas de ouro faziam parte de “um colar muito vistoso” feito por joalheiros qualificados e usado pelos mais poderosos da sociedade, disse Reiersen. Ele acrescentou que “na Noruega, nenhuma descoberta semelhante foi feita desde o século XIX, e é também uma descoberta muito incomum no contexto escandinavo”. Um especialista em tais pingentes, o professor Sigmund Oehrl, do mesmo museu, disse que cerca de 1.000 brácteas douradas foram encontradas até agora na Noruega, Suécia e Dinamarca. Ele disse que os símbolos nos pingentes geralmente mostram o deus nórdico Odin curando o cavalo doente de seu filho. Nos de Rennesoey, a língua do cavalo fica pendurada nos pingentes de ouro e “sua postura caída e as pernas torcidas mostram que ele está ferido”, disse Oehrl. “O símbolo do cavalo representava doença e angústia, mas ao mesmo tempo esperança de cura e nova vida”, acrescentou. O plano é expor a descoberta no Museu Arqueológico de Stavanger, cerca de 300 quilômetros (200 milhas) a sudoeste de Oslo.

 

Fonte: https://apnews.com/article/norway-archaeological-find-gold-203c2728d494ec7


quinta-feira, 7 de setembro de 2023

O FAZENDEIRO QUE MANTEVE UM METEORITO AVALIADO EM R$ 400 MIL COMO PESO DE PORTA POR DÉCADAS.

 


Meteoritos são pedaços de detritos espaciais naturais que se desprendem de asteroides ou cometas, caem na atmosfera da Terra e atingem a superfície do planeta. E também podem ser altamente valiosos. No entanto, por cerca de 30 anos, um fazendeiro do Michigan, nos Estados Unidos, manteve a rocha espacial com uma utilidade um tanto quanto inusitada: peso de porta. Entretanto, tudo mudou quando ele descobriu que o detrito valia mais de R$400 mil. Em 1988, David Mazurek, um homem de Grand Rapids, comprou uma fazenda em seu estado natal, o Michigan. Durante a visita pelo terreno, o antigo proprietário lhe apresentou as belezas e peculiaridades do espaço. Um desses exemplos era uma estranha rocha de 10 quilos usada como peso de porta de um balcão, aponta matéria do Science Alert. A surpresa aconteceu quando Mazurek perguntou sobre a pedra. O então dono da fazenda explicou: na década de 1930, ele e seu pai viram um objeto iluminar os céus naquela noite em sua propriedade e "fazer um baita barulho". Na manhã seguinte, eles foram averiguar o que aconteceu e encontraram uma cratera no terreno. De acordo com o antigo proprietário, tratava-se de um meteorito que havia caído no local. Ele ainda relatou que o detrito espacial ainda estava quente quando foi localizado. Sem encontrarem utilidade para aquilo, acabaram usando a rocha como peso de porta por anos. A pedra acabou sendo vendida como parte do imóvel. David relutou em acreditar na história e passou a tratar a versão mais como uma 'lenda' do que qualquer outra coisa. Assim, o fazendeiro continuou usando o meteorito como peso de porta por mais 30 anos.


Em 2018, Mazurek viu relatos sobre a queda de meteoritos em outra região e a história sobre a pedra misteriosa de sua propriedade veio à tona novamente. Por conta disso, levou a rocha para ser examinada pela Universidade Central de Michigan (CMU). “Percebi imediatamente que se tratava de algo especial", relatou a geóloga Mona Sirbescu, em nota divulgada pelo CMU. "É o espécime mais valioso que já tive na minha vida, financeira e cientificamente." Durante anos, Sirbescu conta que recebeu inúmeros pedidos para que uma rocha fosse examinada, mas, normalmente, as solicitações não resultaram em histórias entusiasmantes. “Durante 18 anos, a resposta que dei foi categoricamente ‘não... não se trata de meteoritos’.” Mas dessa vez tudo foi diferente. A rocha espacial foi apelidada de meteorito Edmore, sendo uma das maiores já encontradas na região. O detrito espacial é composto de 11,5% de níquel e 88,5% de ferro. “O que normalmente acontece com eles neste momento é que os meteoritos podem ser vendidos e exibidos em um museu ou vendidos para colecionadores e vendedores que buscam obter lucro”, apontou a geóloga. E foi exatamente isso que David Mazurek. Afinal, seu meteorito foi avaliado em 80 mil dólares — algo na casa dos 400.000 reais. O meteorito acabou sendo vendido pelo valor ao Planetário Abrams da Universidade Estadual de Michigan. O fazendeiro ainda doou 10% do valor ao departamento de ciências terrestres e atmosféricas da CMU, onde Sirbescu atua.

 

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/o-fazendeiro-que-manteve-meteorito-como-peso-de-porta-por-decadas.phtml

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

O DIA EM QUE UMA OBRA DE R$ 128 MILHÕES FOI DESCOBERTA SOBRE O FOGÃO DA CASA DE UMA IDOSA !


Parecia apenas um pequeno quadro "descansando" acima das bocas do fogão de uma cozinha, com marcas do tempo e cores desbotadas pela velhice. Mas, o que era uma visita à casa de uma idosa, virou a descoberta de um tesouro na França. Em setembro de 2019, a leiloeira Philomène Wolf foi à casa da idosa, que havia se mudado para uma casa de repouso, para fazer o inventário dos pertences da mulher, antes que a casa fosse esvaziada. O que ninguém sabia era que o quadro de apenas 26 cm x 21 cm valia R$ 128 milhões, do século XIII. A obra era “O Escárnio de Cristo”, do artista italiano Cimabue (1272-1302), também conhecido como Cenni di Pepo, e estava pendurada sem grandes cuidados. Os donos do imóvel pensavam que o quadro era uma reprodução, cujas cores foram se apagando com o tempo.


À época, a família disse que não fazia ideia de como a obra chegou à casa. Após ser encontrado, o quadro foi avaliado por especialistas em Paris (24 milhões de euros em leilão). "O Escárnio de Cristo" faz parte de uma sequência de oito imagens sobre a Paixão de Cristo, datada de 1280. A peça encontrada em Paris, feita com tinta têmpera sobre um fundo dourado, foi leiloada em outubro de 2019 por mais de 24 milhões de euros —o que equivale, em valores atuais, a R$ 128 milhões. Pouco depois, porém, o governo francês barrou a exportação do quadro por 30 meses, na tentativa de arrecadar fundos para incluir a obra no acervo do Louvre. Pintor de afrescos em Florença e em Roma, Cimabue foi um dos primeiros artistas italianos a produzir obras fugindo do estilo bizantino. Acredita-se que ele foi mentor de Giotto, artista florentino que viveu no século 14.

 

Fonte: https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/08/28/o-dia-em-que-uma-obra-de-r-128-milhoes-foi-descoberta-na-casa-de-uma-idosa.htm

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

MENINO ENCONTRA MOEDA ROMANA ENQUANTO BRINCAVA EM CAIXA DE AREIA.

 


A inesperada descoberta arqueológica do artefato de 1.800 anos ocorreu na Alemanha. Na Alemanha, um garotinho de apenas 8 anos fez uma impressionante descoberta arqueológica enquanto brincava na caixa de areia de um clube pós-escolar: ele encontrou nada menos que um denário romano. A moeda de prata, que foi estimada como tendo sido cunhada há 1.800 anos, durante o governo do imperador Marco Aurélio, surpreendeu arqueólogos da região. Vale mencionar que o achado ocorreu em 2022, porém apenas foi anunciado ao público na última sexta-feira, 11, durante uma coletiva de imprensa. 


Segundo o pesquisador Uta Halle, a descoberta pode ser considerada "incomum" por ter ocorrido na cidade de Bremen, que não faz parte do território ocupado pelo Império Romano no passado. Conforme informações repercutidas pelo The Charlotte Observer, o especialista especula que a moeda pode ter ido parar em meio à caixa de areia durante o processo de mineração do material, ou então viajado para a região no bolso de algum saqueador de séculos atrás.

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/menino-encontra-moeda-romana-enquanto-brincava-em-caixa-de-areia.phtml

quinta-feira, 6 de julho de 2023

POTE COM TESOURO EM MOEDAS DE OURO É ENCONTRADO EM ISRAEL NA CIDADE DE CESARÉIA.

 


Raras moedas de ouro e um brinco de ouro foram descobertos no antigo porto mediterrâneo de Cesaréia, no norte de Israel , possivelmente deixados e nunca recuperados quando os cruzados conquistaram a área há 900 anos. A Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) anunciou a descoberta em 3 de dezembro de um pequeno pote de bronze contendo 24 moedas de ouro e o brinco. Segundo a autoridade, ele foi encontrado entre duas pedras na lateral de um poço em uma casa de um bairro com cerca de 900 anos, durante os períodos abássida e fatímida (dinastia bérbere e xiita que governou o Norte da África e o Egito, entre a segunda metade do século X e a segunda metade do século XII, fundada por um descendente de Fátima, filha de Maomé).

O pote de bronze, que mostra indícios de ter uma tampa de metal original, recebeu uma rolha de cerâmica improvisada antes de ser colocado no bebedouro, de acordo com o The Times of Israel. “As pessoas quebraram um pedaço de cerâmica e o colocaram como uma tampa para que as moedas não caíssem”, disse o especialista em moedas da IAA, Robert Kool, ao jornal. “Existem dois tipos de moedas: 18 dinares fatímidas, bem conhecidas de escavações anteriores em Cesaréia, onde era a moeda local padrão da época e um pequeno e extremamente raro grupo de seis moedas de ouro imperiais bizantinas. 



Cinco das moedas são côncavas e pertencem ao reinado do imperador bizantino Miguel VII Doukas”, disse ele. “Uma ou duas dessas moedas de ouro equivaliam ao salário anual de um simples agricultor, pelo que parece que quem depositou o esconderijo era pelo menos abastado ou envolvido no comércio”, acrescentou. Os diretores da escavação, Peter Gendelman e Mohammed Hatar, do IAA, disseram que as moedas no esconderijo datam do final do século 11. Isso torna possível "vincular o tesouro à conquista da cidade pelos cruzados no ano de 1101, um dos eventos mais dramáticos da história medieval da cidade", disse um comunicado da IAA.

 


"De acordo com fontes escritas contemporâneas, a maioria dos habitantes de Cesaréia foi massacrada pelo exército de Balduíno I (1100-1118), rei do reino cruzado de Jerusalém", acrescentou. "É um testemunho silencioso de um dos eventos mais dramáticos da história de Cesaréia - a violenta conquista da cidade pelos cruzados. Alguém escondeu sua fortuna, esperando recuperá-la - mas nunca voltou", disseram os arqueólogos. “É razoável supor que o dono do tesouro e sua família morreram no massacre ou foram vendidos como escravos e, portanto, não foram capazes de recuperar seu ouro”. Cesaréia foi construída no século 1 A.C. pelo rei Herodes, numa época em que a Judéia fazia parte do Império Romano.

 

Fonte: https://www.hurriyetdailynews.com/trove-of-ancient-gold-coins-found-in-israel-139420

segunda-feira, 19 de junho de 2023

ESPADA LENDÁRIA DE SULTÃO É VENDIDA POR R$ 87 MILHÕES EM LEILÃO.

 

Uma espada indiana lendária, datada do século 18, foi leiloada em Londres por 14.080.900 libras esterlinas, o que corresponde a R$ 87,3 milhões, um recorde mundial histórico na cotação atual. Esse é o preço mais alto já pago por qualquer objeto islâmico da Índia na história. De acordo com a casa de leilões Bonhams, responsável pela venda, a espada pertencia a Fate Ali Tipu, conhecido como sultão Tipu, e foi encontrada em seus aposentos após a batalha que derrubou sua fortaleza real em 1799, em Seringapatam, na Índia.Embora o valor estimado para o artefato girasse em torno de £1,5 milhão a £2 milhões (entre R$ 9 e R$ 12 milhões), o item ultrapassou sete vezes o valor máximo esperado, após atrair o interesse de três licitantes. A espada é a maior de todas as armas associadas ao sultão Tipu. Em um comunicado emitido antes da sessão, Oliver White, chefe de arte islâmica e indiana da Bonhams, contou que a espada é a maior de todas as armas associadas ao sultão Tipu, um dos mais conhecidos líderes da Índia opositores ao domínio britânico.“Sua estreita associação pessoal com o sultão, sua impecável proveniência rastreável até o dia em que foi capturada e o excelente trabalho artesanal que entrou em sua fabricação a torna única e altamente desejável”, disse White. Segundo a Bonhams, quando o reino do famoso sultão foi derrotado pelos britânicos no século 18, muitas armas foram levadas do palácio. Poucas, no entanto, têm tanta repercussão ou uma conexão tão estreita com o governante quanto a espada recém-leiloada. Documentos do médico escocês Francis Buchanan, que vivia na Índia, relatam que ela ficava ao alcance do sultão enquanto ele dormia em uma rede suspensa no teto de seu quarto, em alerta constante contra ataques. Além da espada, o soberano possuía ainda duas pistolas para sua proteção.


Na lâmina peculiarmente fina do objeto vendido pela Bonhams, há uma inscrição que diz “A Espada do Governante”. Entalhada no punho, uma escrita em ouro descreve cinco qualidades divinas e traz duas invocações chamando Deus pelo nome. Ainda de acordo com a descrição da espada pela casa de leilões, ela foi entregue ao major-general David Baird, pelo exército de Seringapatam, “como um sinal de alta estima por sua coragem e conduta na guerra por ele comandada e na qual o sultão Tipu foi morto”. A Bonhams não divulgou a identidade do comprador do valioso item. 

Fonte: https://olhardigital.com.br/2023/05/25/ciencia-e-espaco/espada-de-sultao-indiano-leiloada-bate-recorde-mundial-de-preco/

quarta-feira, 10 de maio de 2023

DETECTORISTA DESCOBRE MOEDA DE OURO EM CAMPO AGRÍCOLA AVALIADA EM R$ 2.750 MILHÕES.


Um detectorista de metais amador desenterrou uma rara moeda de ouro medieval em uma fazenda em Devon, Inglaterra. Especialistas em moedas especulam que a moeda de ouro de Henrique III, de 800 anos, poderia ser vendida por cerca de US$ 546.000 (cerca de R$ 2.750.000,00) em um leilão online. Cunhada por volta de 1257, a moeda de quase uma polegada retrata o rei inglês, que governou de 1216 a 1272, sentado em um trono ornamentado enquanto segurava um orbe e um cetro. É considerada por especialistas como uma das primeiras moedas de ouro encontradas na Inglaterra. As outras moedas de ouro sobreviventes de Henrique III estão no Museu Britânico em Londres. 


O descobridor, um ecologista que optou por permanecer anônimo, não percebeu que a moeda era tão valiosa, mas postou uma foto dela no Facebook, onde um especialista a viu. “Por acaso, eu o vi lá e entrei em contato para dizer a ele que ele precisava avaliá-lo”, disse Gregory Edmund, um leiloeiro da Spink & Son, que está conduzindo a venda, ao Times. Edmund acrescenta que a introdução de moedas de ouro durante os tempos medievais “mostra a influência direta na vida cotidiana das rotas comerciais internacionais do Oriente Médio e Norte da África, ricos em ouro”. O ecologista diz que estava trabalhando em um campo agrícola em Hemyock - cerca de 150 milhas a sudoeste de Londres - quando seu detector de metais começou a apitar, de acordo com o Times. Ele logo percebeu o significado de sua descoberta. O descobridor diz que planeja usar o dinheiro do leilão para o futuro de seus filhos, segundo o Times. Ele está emocionado por ter encontrado a moeda de 800 anos e ajudado a preservá-la.

Fonte: https://www.smithsonianmag.com/smart-news/800-year-old-gold-penny-found-in-english-field-could-sell-for-half-a-million-180979420/