domingo, 14 de agosto de 2016

TÚMULO PERUANO REVELA SEGREDOS DE UM IMPÉRIO DESAPARECIDO



Uma série de escavações secretas foi feita durante meses por arqueólogos no Peru e revelou a existência de um túmulo coletivo, contendo, além dos restos mortais de 60 pessoas, objetos valiosos. Segundo o site Smithsonian, o “tesouro” encontrado é datado do império peruano de Wari, que, acredita-se, que tenha governado a região costeira do Peru do ano 700 a 1.000 depois de Cristo. Entre as 60 pessoas enterradas, estão três rainhas do império Wari, que foram encontradas entre mais de mil objetos, incluindo artefatos de cerâmica, ferramentas de ouro e bronze, além de sofisticadas jóias de ouro e prata.



Os arqueólogos se surpreenderam pelo achado estar intocado pelo tempo, além de estar a salvo de saqueadores depois de tantos séculos. A descoberta foi liderada pelo arqueólogo polonês Milosz Giersz, que, mesmo ficando feliz com o fato, começou a ter pesadelos, conforme relatou ao National Geographic.




Isso porque o especialista ficou receoso dos saqueadores seguirem para o local, onde ele e seus colegas tiveram que cavar através de 30 toneladas de rocha para chegar ao túmulo de 1.200 anos. Esse receio tem motivo, pois vários outros sítios arqueológicos dessa civilização foram saqueados e milhares de objetos — e a história — foram perdidos. De acordo com o Smithsonian, apesar dessa descoberta, grande parte da história Wari permanece um mistério e eles esperam que os artefatos encontrados possam responder algumas das suas dúvidas.


domingo, 7 de agosto de 2016

ANTIGOS E INTRIGANTES ACHADOS SOBRE O SEGREDO NAZISTA NO BRASIL REVELADOS NO DOCUMENTÁRIO “MENINO 23”.



Um achado histórico em Campina do Monte Alegre (SP) gera polêmica entre os moradores da cidade. A suástica nazista, símbolo que representou um dos períodos mais negros da história, aparece agora em tijolos e até na marca dos bois de uma propriedade rural. A descoberta aconteceu em um sítio que pertence à família do tropeiro José Ricardo Maciel há 20 anos. A surpresa apareceu no dia em que ele decidiu reformar o chiqueiro da propriedade. “Quando derrubaram a parede, eu vi aquele símbolo. Pensei na desgraça que ocorreu no passado”, comenta. Imagens antigas de animais marcados a ferro com a suástica nazista guardadas na propriedade também evidenciam a presença de partidários do ditador Adolf Hitler na região. Depois da primeira descoberta, José Ricardo decidiu buscar outras marcas na fazenda Cruzeiro do Sul e ficou novamente impressionado ao encontrar o mesmo símbolo em várias construções. “Tem uma capela que hoje está abandonada. Basta você cavar a terra para encontrar a suástica marcada nos tijolos” (hoje comercializados pela internet a custos absurdos). Durante a 2º Guerra Mundial, a fazenda pertencia a uma família muito poderosa no Rio de Janeiro, que mantinha negócios em São Paulo. A fama dos proprietários não era marcada só pela riqueza, mas também porque traziam crianças negras de orfanatos cariocas para viver e trabalhar na área. Esses meninos não tinham nomes, era chamado por números. A dona de casa, Divanir de Almeida, que é viúva do homem que passou a vida toda conhecido como 'Dois', conta que os meninos não sofriam maus tratos.
 


 “Os garotos chegavam do Rio e ficavam na fazenda por anos, morando com os funcionários”, explica. Fotos antigas da casa sede mostram que as crianças às vezes desfrutavam da piscina da fazenda, que hoje serve de chiqueiro. O aposentado Aluizio Silva, era um desses meninos. Conhecido como 'Sete', foi trazido para Campina do Monte Alegre aos 10 anos de idade. “Jogavam balas para a gente. Encantaram a gente dizendo que ia ser isso e aquilo. Quando chegamos à fazenda, nos deram enxadas para trabalhar”, relembra. A presença de simpatizantes do nazismo no estado de São Paulo, desperta tanto interesse que um grupo da USP (Universidade de São Paulo) estuda o assunto há mais de 15 anos. A professora Ana Maria Dietrich, doutora em história, fala que a maior célula nazista no Brasil ficava no estado. “A principal organização era na capital, mas outros núcleos existiram em Santo André, Santos, Campinas, Jundiaí, Presidente Bernardes, Presidente Venceslau e Assis”, finaliza.

                                                                                          
O DOCUMENTÁRIO “MENINO 23”

Foi numa aula sobre a Segunda Guerra Mundial que uma aluna do professor Sidney Aguilar levantou a mão e disse que o símbolo da suástica estava cravado em vários tijolos da fazenda de sua família, no interior de São Paulo. 


A revelação deu início a uma pesquisa de mais de mais de 10 anos em que Sidney descobriu que dezenas de crianças negras foram transferidas, na década de 1930, de um orfanato do Rio para a tal fazenda. Lá, trabalhavam sem remuneração, ou seja, eram escravizados. A história, no mínimo incômoda, foi transformada no documentário "Menino 23", em cartaz em São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Recife. "Incomoda porque somos nós. "Esse filme revela um lado do Brasil que não é louvável, mas se a gente quer se entender como nação, é bom que a gente veja esse lado que não é glorioso". Quando chegava à fazenda, o nome da criança era substituído por um número. 23 eram o de Aluisio Silva, principal personagem do documentário. Seu Aluisio morreu no final de 2015, aos 96 anos, mas conseguiu compartilhar todas as memórias daquela época. Essas memórias de Seu Aluisio, assim como de Seu Argemiro Santos, outra vítima do trabalho escravo da fazenda, não saíram facilmente. "Trazer à tona memórias traumatizantes é sempre dolorido. Isso tem que ser feito com cuidado, com tempo e estratégia". A estratégia usada foi a da materialidade. A cada foto, documentos mostrados o Seu Aluísio, a história ia se revelando. Em um dos momentos, Aluisio é convencido a voltar ao orfanato, de onde foi tirado aos dez anos de idade. "Foi um momento muito forte porque você vê claramente a memória inundando aquele homem. A gente quase fisicamente sentia o que estava acontecendo com ele. Embora dolorido também haja alívio porque poder falar é poder ser escutado. Essa memória que é privada passa a ser coletiva".




A versão dos donos da fazenda.

A fazenda em questão pertencia à família dos Rocha Miranda, uma das mais poderosas da época. Eram donos de bancos, empresas de transporte, hotéis de luxo e propriedades rurais. Segundo as pesquisas, faziam parte do ultraconservador movimento integralista brasileiro e mantinham relações estreitas com os nazistas. O diretor afirma que a família não quis se pronunciar sobre o caso. Na internet, Mauricio Rocha Miranda, neto de Renato Rocha Miranda, um dos donos da fazenda criou um blog e fez vídeos em que contesta a versão de Sidney e Belisário e chama o documentário de sensacionalista. "Nomear o horror é muito difícil, porque quando você nomeia, deve fazer algo com aquilo. É uma questão ética", diz Belisario. O documentário, exibido no Cine Ceará deste ano, dá o panorama histórico da época que mostra como tudo isso foi possível mesmo 50 anos depois do fim da escravidão. Estão presentes a relação com o passado colonial, o passado escravista, a questão das adesões aos regimes autoritários, o governo Vargas e a bancada eugenista no congresso, que tinha como objetivo o "branqueamento e a regeneração racial". O filme sobre o passado toca no presente e olha para o futuro, segundo Belisário.  "Hoje no século XXI, o menino é assassinado pela polícia. As permanências estão aí. A naturalização daquelas práticas ainda está presente", diz. "Menino 23" pode ajudar ainda a detonar o mito de que no Brasil não há racismo. "O mito da democracia racial foi uma das piores coisas que aconteceu ao Brasil. De cordiais não temos nada. Somos uma nação violentíssima. Olha o estado das nossas prisões. Olha como tratamos os direitos básicos. A gente continua a patinar e patinar interessa a quem? Temos que pensar nisso".  

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

AGRICULTOR DESENTERRA 4.000 MOEDAS ROMANAS NO POMAR DA FAZENDA


Na Suíça, homem encontra um tesouro da Roma Antiga em seu pomar de cerejeiras: milhares de moedas de prata e bronze. Ao todo, elas pesam 15 quilos e estão em excelente estado de conservação. Um produtor de frutas e legumes descobriu mais de 4.000 moedas romanas de prata e bronze enterradas em sua fazenda em Ueken, na Suíça. O tesouro de 1.700 anos remonta a Roma Antiga.
 


A descoberta foi feita em julho de 2015, quando o fazendeiro encontrou um pequeno monte de terra em seu pomar de cerejeiras, revelando muitas moedas cintilantes, anunciaram autoridades suíças. Foi meses de discretas escavações até todo o conteúdo ser desenterrado. Os arqueólogos disseram que as impressões das moedas estão legíveis, o que permitiu a um especialista determinar a sua origem na Roma Antiga, do imperador Aureliano (ano 270 a 275) ao imperador Maximiano (286 a 305).
 


"No pomar onde as moedas foram encontradas, nunca nada foi construído. É uma terra que sempre foi cultivada", disse o arqueólogo Georg Matter à agência de notícias AFP. Ele acrescentou que as moedas foram escondidas, provavelmente, logo após serem cunhadas. O agricultor deve receber algum dinheiro pela descoberta, mas não poderá ficar com as moedas, muitas das quais têm um conteúdo de prata inusitadamente grande. Elas serão expostas num museu local.

 
Os arqueólogos acreditam que o valor original das moedas deve ter sido de pelo menos um ou dois anos de salários. Alguns meses antes, os restos de um assentamento romano haviam sido descobertos durante uma escavação em Frick, uma cidade próxima.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

AMADORES DESCOBREM UM DOS MAIORES TESOUROS ARQUEOLÓGICOS ROMANO DAS ÚLTIMAS DÉCADAS



Dois mergulhadores encontraram acidentalmente um tesouro do império romano perdido no mar há séculos. A descoberta arqueológica, ocorrida na costa de Israel, é a maior desse tipo nas últimas três décadas. Ran Feinstein e Ofer Ra'anan estavam mergulhando em uma área próxima às ruínas do porto romano de Caesarea. Eles saíram da rota sem querer e avistaram um pequeno objeto a cerca de 90 metros da caverna que estavam procurando. "Eu vi uma coisa diferente e pensei que poderia talvez ser um brinquedo que as pessoas jogaram no mar. Mas peguei e percebi que era uma estrutura de bronze, muito pesada", disse um dos mergulhadores à BBC. Logo em seguida a dupla encontrou um segundo objeto e começou a se dar conta de que poderia ter encontrado algo de grande valor arqueológico.

Os dois disseram que voltaram para a superfície, discutiram o que iriam fazer e voltaram para a costa para entrar em contato com a Autoridade Arqueológica de Israel.Um inspetor foi até o centro de mergulho onde os dois estavam e constatou que os objetos recolhidos eram da época do império romano. No dia seguinte, uma expedição com mergulhadores profissionais encontrou mais artefatos, muitas moedas e cinco ou seis âncoras. "O mais incrível é que foi tudo por acidente, não estávamos procurando nada. Foi incrível, me senti como Jack Sparrow por um segundo", disse um dos mergulhadores, em referência ao personagem interpretado por Johnny Depp na série de filmes Piratas do Caribe.


PORTO ROMANO

Especialistas trabalharam no local por cerca de um mês e constataram que os artefatos estavam em um antigo navio romano que possivelmente afundou ao ser atingido por uma tempestade. Isso aconteceu no século 1 d.C. próximo ao local onde o porto de Cesarea existiu. O local era importante na logística do comércio marítimo no Mediterrâneo, mas foi destruído por razões desconhecidas - por um tsunami ou terremoto, segundo algumas teorias. Na década de 1960, a área foi explorada por arqueólogos israelenses e transformada em parque nacional.

domingo, 17 de julho de 2016

MILIONÁRIO EXCÊNTRICO ESCONDE TESOURO DE US$ 2 MILHÕES E DEIXA NOVE PISTAS EM POEMA




Centenas de objetos de ouro incrustados com rubis, oito esmeraldas, duas safiras do Ceilão, muitos diamantes, duas antigas esculturas chinesas de jade e pulseiras de ouro pré-colombiano. É assim que o comerciante de arte e ex-piloto Forrest Fenn descreve o tesouro que ele diz ter escondido nas montanhas do condado de Santa Fé, no Estado americano do Novo México. Fenn, que tem 82 anos e fama de excêntrico, afirma que os objetos podem valer até US$ 2 milhões (R$ 6,4 milhões) e que as nove pistas para encontrá-los estão em um poema de 24 versos publicado em seu livro de memórias. Fenn calcula que, nos últimos cinco anos, por volta de 65 mil pessoas tentaram encontrar o cofre de bronze no qual ele guardou o tesouro. E enquanto mais e mais pessoas juntam suas barracas e equipamentos de montanhismo para sair em busca da fortuna, críticos acusam Fenn de incentivá-las a colocar suas vidas em perigo. O desafio já levou a operações de resgate - um caçador do tesouro, por exemplo, está desaparecido há seis meses.

 
As pistas.

O livro de Fenn, Thrill of the C hase (ou "O Prazer da Caçada", em tradução livre), está à venda por US$ 35 nas lojas do Novo México e aparece na lista dos mais vendidos nas livrarias locais. Uma curta sinopse diz que a obra conta "a incrível história real de Forrest Fenn e de um tesouro escondido, oculto em algum lugar nas montanhas de Santa Fé". "O livro contém pistas sobre a localização do tesouro", afirma o texto promocional. Mas qual seria a motivação de Fenn? "Fazer com que as pessoas saiam de seus sofás", declarou o colecionador em um blog que compila informações sobre a história. Ele também disse que está muito feliz porque as pessoas começaram a sair em busca do tesouro quase imediatamente após a publicação da obra. "Estou mais do que satisfeito com a forma como (o livro) foi recebido. Muitos o leram várias vezes, buscando pistas adicionais ou sinais que os ajudem na busca", escreveu Fenn no blog. Thrill of the C hase foi publicado pelo próprio autor em 2010 - não há dados oficiais sobre a tiragem.



 A caçada ao tesouro.

Fenn disse receber centenas de e-mails por dia contendo perguntas sobre o tesouro, mas que responde a apenas uma mensagem por semana. As respostas, no entanto, podem ser mais incompreensíveis do que as pistas incluídas no poema. O que se sabe até agora é que o cofre está situado em um local a não menos do que 13 quilômetros de distância de Santa Fé, entre as montanhas, e mais de 1,5 mil metros acima do nível do mar.
"Os caçadores me falam genericamente sobre os locais que exploraram. Não sei se alguém esteve perto do tesouro", disse o autor. Nas redes sociais, alguns usuários vêm compartilhando fotografias de suas tentativas de encontrar o tesouro - alguns dizem ter passado até três anos em busca do cofre de bronze. Mas também há críticos que questionam a existência do tesouro ou que especulam se a história toda não seria, na verdade, uma forma de incentivar as pessoas a valorizarem os recursos naturais.


  
Desaparecido há seis meses.

Departamento de Polícia de Santa Fé via BBC. Randy Bilyeu desapareceu após sair em busca do tesouro de Fenn. Mas nem tudo é diversão e aventura no desafio inventado por Forrest Fenn. O departamento de buscas e resgates do Novo México informou à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que há casos de pessoas que se perderam nas montanhas de Santa Fé enquanto procuravam pelo tesouro. O mais grave foi o de Randy Bilyeu, que está há mais de seis meses desaparecido - não há notícias sobre ele desde o dia 4 de janeiro, quando se despediu dos familiares. Linda Bilyeu, esposa de Randy, afirmou que ele viajou para o norte do Novo México "em busca de seu sonho": procurar e encontrar o tesouro de Fenn. "Sair à procura do tesouro não foi uma decisão sábia, mas... agora nossa missão é encontrar Randy e não vamos parar até conseguirmos", disse ela. O serviço florestal de Santa Fé informou à BBC Mundo que desde então a polícia, o departamento de buscas e resgates, voluntários e outras equipes vêm tentando encontrar Bilyeu. Segundo as autoridades locais, tem havido muita imprudência na caça ao tesouro de Fenn. Mas isso não parece preocupar o autor do desafio.

  

"Aplaudo os que perseveram nas buscas e desfrutam do que a natureza tem a oferecer. O lugar onde deixei (o tesouro) não é perigoso. Com 85 anos, eu seria capaz de voltar lá e recuperá-lo", disse. Na opinião dele, "qualquer lugar pode ser perigoso para qualquer pessoa que desrespeite as regras do senso comum". Centenas de objetos de ouro incrustados com rubis, oito esmeraldas, duas safiras do Ceilão, muitos diamantes, duas antigas esculturas chinesas de jade e pulseiras de ouro pré-colombiano. É assim que o comerciante de arte e ex-piloto Forrest Fenn descreve o tesouro que ele diz ter escondido nas montanhas do condado de Santa Fé, no Estado americano do Novo México. Fenn, que tem 82 anos e fama de excêntrico, afirma que os objetos podem valer até US$ 2 milhões (R$ 6,4 milhões) e que as nove pistas para encontrá-los estão em um poema de 24 versos publicado em seu livro de memórias. Fenn calcula que, nos últimos cinco anos, por volta de 65 mil pessoas tentaram encontrar o cofre de bronze no qual ele guardou o tesouro. E enquanto mais e mais pessoas juntam suas barracas e equipamentos de montanhismo para sair em busca da fortuna, críticos acusam Fenn de incentivá-las a colocar suas vidas em perigo. Além disso, afirmam que a história não passa de uma estratégia do milionário para vender mais livros. O desafio já levou a operações de resgate - um caçador do tesouro, por exemplo, está desaparecido há seis meses.