terça-feira, 21 de novembro de 2023

TESOURO INESTIMÁVEL COM 350 ANOS RECUPERADOS DE NAUFRÁGIO ESPANHOL QUE VIAJAVA DE CUBA PARA SEVILHA.


Histórias de tesouros enterrados e naufrágios antigos cativam há séculos, desde contos de piratas até sucessos de bilheteria de Hollywood. Para uma equipe de exploradores, no entanto, a lenda tornou-se realidade quando descobriram um tesouro de artefatos de um galeão espanhol afundado com 350 anos de idade – incluindo moedas, pedras preciosas e joias de valor inestimável que pertenceram a cavaleiros marinheiros. O Nuestra Señora de las Maravillas afundou em 1656 depois de colidir com outro barco da sua frota e colidir com um recife de coral ao largo das Bahamas. O navio transportava um tesouro, parte do qual foi reservado como imposto real para o rei Filipe IV, de Cuba para Sevilha, na Espanha. O navio de 891 toneladas continha mais carga do que o normal, pois também tinha a missão de transportar tesouros recuperados de outro navio que havia afundado dois anos antes. Já houve várias tentativas bem sucedidas de recuperar a carga do navio, com quase US$ 3,5 milhões de itens recuperados entre 1650 e 1990, segundo o especialista em naufrágios Allen Exploration, que realizou uma expedição de dois anos a partir de 2020. Mas as últimas descobertas, que serão exibidas este mês no novo Museu Marítimo das Bahamas , oferecem uma nova visão sobre a vida a bordo do navio. 


Pendente em ouro e esmeralda pertencente a um cavaleiro da Ordem de Santiago, com cruz central de São Tiago.


Usando tecnologia de sensoriamento remoto, como sonar e magnetômetros, a Allen Exploration rastreou “uma longa e sinuosa trilha de detritos” espalhados por um trecho de 13 quilômetros do fundo do oceano, acrescentou o fundador Carl Allen em um comunicado. Entre as descobertas estava uma corrente de filigrana de ouro com 1,76 metros de comprimento e vários pingentes adornados com joias que pertenceram aos cavaleiros da Ordem de Santiago, uma ordem religiosa e militar centenária. Um dos pingentes de ouro apresenta uma grande esmeralda colombiana oval e uma dúzia de esmeraldas menores, que os especialistas acreditam poderem representar os 12 apóstolos, ao lado da Cruz de São Tiago. Três outros pingentes de cavaleiro também foram descobertos, incluindo um em forma de concha dourada. “Quando trouxemos à tona a esmeralda oval e o pingente de ouro, minha respiração ficou presa na garganta”, disse Allen, acrescentando: “Como esses pequenos pingentes sobreviveram nessas águas agitadas e como conseguimos encontrá-los, é o milagre das Maravillas.”



Uma garrafa de vinho de vidro, um dos muitos itens que iluminam a vida a bordo do navio.


Outros artefatos recuperados iluminam a vida cotidiana das Maravillas, que navegaram durante a “Idade de Ouro Espanhola”, incluindo porcelana chinesa e potes de azeitona, bem como o cabo de uma espada de prata. Parte do valioso conteúdo do galeão também pode ter sido contrabando com o propósito de “untar ilegalmente as mãos de comerciantes e funcionários espanhóis”, disse Allen. Os itens descobertos pela equipe de Allen ficarão permanentemente guardados no Museu Marítimo das Bahamas , que será inaugurado em 8 de agosto na segunda maior cidade do país caribenho, Freeport. E Sinclair acredita que ainda poderá haver mais descobertas a serem feitas. “O navio pode ter sido destruído por salvamentos e furacões anteriores. Mas estamos convencidos de que há mais histórias por aí”, disse ele.

Fonte: https://edition.cnn.com/style/article/maravillas-bahamas-shipwreck-treasure-scn/index.html

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

DETECTORISTA DESCOBRE UM IMENSO TESOURO COM MILHARES DE MOEDAS ROMANAS EM MERGULHO NA SARDENHA.


ROMA (AP) – Um mergulhador detectorista que avistou algo metálico não muito longe da costa da Sardenha levou à descoberta de dezenas de milhares de moedas antigas de bronze. O Ministério da Cultura da Itália disse no sábado que o mergulhador alertou as autoridades, que enviaram mergulhadores designados para um esquadrão de proteção artística junto com outros do departamento de arqueologia submarina do ministério. As moedas que datam da primeira metade do século IV foram encontradas em ervas marinhas, não muito longe da costa nordeste da ilha mediterrânica. O ministério não disse exatamente quando o primeiro mergulhador avistou algo metálico próximo à costa da Sardenha, não muito longe da cidade de Arzachena.



Exatamente quantas moedas foram recuperadas ainda não foram determinadas, pois elas estão sendo classificadas. Uma declaração do ministério estimou que existem pelo menos cerca de 30.000 e possivelmente até 50.000, dado o seu peso coletivo. “Todas as moedas estavam em excelente e raro estado de preservação”, disse o ministério. As poucas moedas danificadas ainda tinham inscrições legíveis, afirmou. “O tesouro encontrado nas águas ao largo de Arzachena representa uma das descobertas de moedas mais importantes” dos últimos anos, disse Luigi La Rocca, funcionário do departamento de arqueologia da Sardenha. 


La Rocca acrescentou em comunicado que a descoberta é “mais uma prova da riqueza e importância do património arqueológico que o fundo marinho dos nossos mares, atravessado por homens e mercadorias das mais antigas épocas, ainda guarda e preserva”. Mergulhadores bombeiros e mergulhadores da polícia de fronteira também estiveram envolvidos na localização e recuperação das moedas. As moedas foram encontradas principalmente em uma ampla área de areia entre as ervas marinhas submarinas e a praia, disse o ministério. Dada a localização e o formato do fundo do mar, pode haver restos de destroços de navios nas proximidades, disse o ministério.


Fonte: https://apnews.com/article/italy-ancient-coins-sardinia-divers-cabdfa070d37a8020f874dd90c0a2433

sábado, 28 de outubro de 2023

CASAL DE DETECTORISTAS DESENTERRAM TESOURO EM MOEDAS RARAS DO SÉCULO XIV AVALIADAS EM R$ 92 MIL.

 


Um casal de 70 anos encontrou algum tesouro medieval enquanto passeava com seus detectores de metal em um de seus campos favoritos. Phil e Joan Castle descobriram cinco moedas de ouro raras que datam do século XIV e que podem render £ 15.000 (R$ 92.000,00) em leilão. Phil, 71 anos, estava fazendo tratamento de quimioterapia quando a dupla tropeçou em uma barra de bolsa medieval de latão, 20 centímetros abaixo do solo. Ele e sua esposa Joan, de 70 anos, trabalham juntos na detecção de metais há mais de 30 anos e estavam verificando um de seus campos arado perto de sua casa quando fizeram a descoberta em outubro de 2018. As moedas datam do reinado do rei Eduardo III e têm 3,4 cm de diâmetro, representando o monarca Plantageneta em um navio segurando uma espada e um escudo de um lado e a cruz real do outro. 


Joan inicialmente encontrou uma moeda de ouro quebrada na superfície do solo, então outro sinal do detector de metais próximo a ela revelou a barra de latão da bolsa do século XIV abaixo. Nas duas horas seguintes, mais quatro moedas de ouro foram descobertas em uma área de cerca de 5 metros. Phil disse: 'Não tínhamos ideia do que eram as moedas quando as encontramos. Na época, eu estava fazendo quimioterapia para leucemia, então a detecção foi um grande alívio. Phill conheceu o hobby por sua esposa, que costumava procurar fósseis e cotovias no rio Tâmisa - que está procurando na lama do rio itens de valor ou significado histórico. Joan espera que o casal consiga comprar uma cozinha nova com a parte do lucro da venda, que será dividida com o proprietário do terreno onde foram descobertos. Ele acrescentou: “As reservas de bolsas não são comuns e quando aparecem, geralmente contêm apenas moedas de prata, então esta é especial. As moedas farão parte de um leilão especializado em moedas, medalhas, notas e joias no centro de Londres.

Fonte: https://metro.co.uk/2022/05/20/kent-metal-detector-couple-unearth-rare-14th-century-coins-worth-15000-16684094/

terça-feira, 10 de outubro de 2023

SANDÁLIAS PRÉ-HISTÓRICAS COM 6.200 ANOS SÃO ENCONTRADAS NA ESPANHA

 


Cerca de 20 pares de sandálias de uma era considerada "pré-histórica" foram descobertos em uma caverna perto da cidade de Granada, na Espanha. Estima-se que os calçados tenham 6.200 anos e mediam algo em torno de 20,5 cm. A notícia surgiu após cientistas usaram a datação por carbono em 76 objetos da Cueva de los Murciélagos, escavados por mineiros no século XIX quando estes trabalhavam na região. Entre os objetos estão cestos feitos à mão, que representam a primeira evidência direta da habilidade nas sociedades mesolíticas, e provavelmente pertenceram a caçadores-coletores do sul da Europa. 


Os objetos foram estudados por cientistas da Universidad de Alcalá e da Universitat Autònoma de Barcelona. Os pesquisadores descobriram que eles eram feitos de madeira, junco e esparto, além de datarem do período Holoceno, entre 9.500 e 6.200 anos atrás. "Estes são o conjunto mais antigo e mais amplo de calçado pré-histórico, tanto na Península Ibérica como na Europa, sem paralelo em outras latitudes", afirmou Francisco Martínez Sevilla, pesquisador do Departamento de Pré-história da UAH, em entrevista ao tabloide New York Post. Outros objetos, como pedaços de tecidos e cestos de palha, também foram encontrados, muitos deles datados de mais de 9.500 anos atrás. Acredita-se que os achados estejam bem preservados graças aos baixos níveis de umidade da área, um dos sítios arqueológicos pré-históricos mais emblemáticos do mundo, devido à rara preservação de materiais orgânicos.

Fonte: https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/calcados-pre-historicos-com-mais-de-6000-anos-sao-descobertos-em-caverna-09102023

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

DETECTORISTA AMADOR USANDO HOBBY COMO TRATAMENTO MÉDICO ENCONTROU FABULOSO TESOURO DE 1500 ANOS.

 

COPENHAGUE, Dinamarca (AP) – A princípio, o norueguês pensou que seu detector de metais reagia a dinheiro de chocolate enterrado no solo. Acabou sendo nove pingentes, três anéis e 10 pérolas de ouro que alguém poderia ter usado como joias vistosas há 1.500 anos. A rara descoberta foi feita neste verão por Erlend Bore, de 51 anos, na ilha de Rennesoey, no Sul, perto da cidade de Stavanger. Bore comprou seu primeiro detector de metais no início deste ano para ter um hobby, depois que seu médico ordenou que ele saísse em vez de sentar no sofá. Ole Madsen, diretor do Museu Arqueológico da Universidade de Stavanger, disse que encontrar “tanto ouro ao mesmo tempo é extremamente incomum”.

 


Em agosto, Bore começou a caminhar pela ilha montanhosa com seu detector de metais. Um comunicado divulgado pela universidade disse que ele primeiro encontrou alguns restos, mas depois descobriu algo que era “completamente irreal” – o tesouro pesando pouco mais de 100 gramas (3,5 onças). De acordo com a lei norueguesa, os objetos anteriores a 1537 e as moedas anteriores a 1650 são considerados propriedade do Estado e devem ser entregues. O professor associado Håkon Reiersen do museu disse que os pingentes de ouro – medalhas de ouro planas, finas e unilaterais chamadas bracteates – datam de cerca de 500 d.C., o chamado Período de Migração na Noruega, que vai entre 400 e cerca de 550, quando havia migrações generalizadas na Europa.

 
Os pingentes e as pérolas de ouro faziam parte de “um colar muito vistoso” feito por joalheiros qualificados e usado pelos mais poderosos da sociedade, disse Reiersen. Ele acrescentou que “na Noruega, nenhuma descoberta semelhante foi feita desde o século XIX, e é também uma descoberta muito incomum no contexto escandinavo”. Um especialista em tais pingentes, o professor Sigmund Oehrl, do mesmo museu, disse que cerca de 1.000 brácteas douradas foram encontradas até agora na Noruega, Suécia e Dinamarca. Ele disse que os símbolos nos pingentes geralmente mostram o deus nórdico Odin curando o cavalo doente de seu filho. Nos de Rennesoey, a língua do cavalo fica pendurada nos pingentes de ouro e “sua postura caída e as pernas torcidas mostram que ele está ferido”, disse Oehrl. “O símbolo do cavalo representava doença e angústia, mas ao mesmo tempo esperança de cura e nova vida”, acrescentou. O plano é expor a descoberta no Museu Arqueológico de Stavanger, cerca de 300 quilômetros (200 milhas) a sudoeste de Oslo.

 

Fonte: https://apnews.com/article/norway-archaeological-find-gold-203c2728d494ec7


quinta-feira, 7 de setembro de 2023

O FAZENDEIRO QUE MANTEVE UM METEORITO AVALIADO EM R$ 400 MIL COMO PESO DE PORTA POR DÉCADAS.

 


Meteoritos são pedaços de detritos espaciais naturais que se desprendem de asteroides ou cometas, caem na atmosfera da Terra e atingem a superfície do planeta. E também podem ser altamente valiosos. No entanto, por cerca de 30 anos, um fazendeiro do Michigan, nos Estados Unidos, manteve a rocha espacial com uma utilidade um tanto quanto inusitada: peso de porta. Entretanto, tudo mudou quando ele descobriu que o detrito valia mais de R$400 mil. Em 1988, David Mazurek, um homem de Grand Rapids, comprou uma fazenda em seu estado natal, o Michigan. Durante a visita pelo terreno, o antigo proprietário lhe apresentou as belezas e peculiaridades do espaço. Um desses exemplos era uma estranha rocha de 10 quilos usada como peso de porta de um balcão, aponta matéria do Science Alert. A surpresa aconteceu quando Mazurek perguntou sobre a pedra. O então dono da fazenda explicou: na década de 1930, ele e seu pai viram um objeto iluminar os céus naquela noite em sua propriedade e "fazer um baita barulho". Na manhã seguinte, eles foram averiguar o que aconteceu e encontraram uma cratera no terreno. De acordo com o antigo proprietário, tratava-se de um meteorito que havia caído no local. Ele ainda relatou que o detrito espacial ainda estava quente quando foi localizado. Sem encontrarem utilidade para aquilo, acabaram usando a rocha como peso de porta por anos. A pedra acabou sendo vendida como parte do imóvel. David relutou em acreditar na história e passou a tratar a versão mais como uma 'lenda' do que qualquer outra coisa. Assim, o fazendeiro continuou usando o meteorito como peso de porta por mais 30 anos.


Em 2018, Mazurek viu relatos sobre a queda de meteoritos em outra região e a história sobre a pedra misteriosa de sua propriedade veio à tona novamente. Por conta disso, levou a rocha para ser examinada pela Universidade Central de Michigan (CMU). “Percebi imediatamente que se tratava de algo especial", relatou a geóloga Mona Sirbescu, em nota divulgada pelo CMU. "É o espécime mais valioso que já tive na minha vida, financeira e cientificamente." Durante anos, Sirbescu conta que recebeu inúmeros pedidos para que uma rocha fosse examinada, mas, normalmente, as solicitações não resultaram em histórias entusiasmantes. “Durante 18 anos, a resposta que dei foi categoricamente ‘não... não se trata de meteoritos’.” Mas dessa vez tudo foi diferente. A rocha espacial foi apelidada de meteorito Edmore, sendo uma das maiores já encontradas na região. O detrito espacial é composto de 11,5% de níquel e 88,5% de ferro. “O que normalmente acontece com eles neste momento é que os meteoritos podem ser vendidos e exibidos em um museu ou vendidos para colecionadores e vendedores que buscam obter lucro”, apontou a geóloga. E foi exatamente isso que David Mazurek. Afinal, seu meteorito foi avaliado em 80 mil dólares — algo na casa dos 400.000 reais. O meteorito acabou sendo vendido pelo valor ao Planetário Abrams da Universidade Estadual de Michigan. O fazendeiro ainda doou 10% do valor ao departamento de ciências terrestres e atmosféricas da CMU, onde Sirbescu atua.

 

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/o-fazendeiro-que-manteve-meteorito-como-peso-de-porta-por-decadas.phtml

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

O DIA EM QUE UMA OBRA DE R$ 128 MILHÕES FOI DESCOBERTA SOBRE O FOGÃO DA CASA DE UMA IDOSA !


Parecia apenas um pequeno quadro "descansando" acima das bocas do fogão de uma cozinha, com marcas do tempo e cores desbotadas pela velhice. Mas, o que era uma visita à casa de uma idosa, virou a descoberta de um tesouro na França. Em setembro de 2019, a leiloeira Philomène Wolf foi à casa da idosa, que havia se mudado para uma casa de repouso, para fazer o inventário dos pertences da mulher, antes que a casa fosse esvaziada. O que ninguém sabia era que o quadro de apenas 26 cm x 21 cm valia R$ 128 milhões, do século XIII. A obra era “O Escárnio de Cristo”, do artista italiano Cimabue (1272-1302), também conhecido como Cenni di Pepo, e estava pendurada sem grandes cuidados. Os donos do imóvel pensavam que o quadro era uma reprodução, cujas cores foram se apagando com o tempo.


À época, a família disse que não fazia ideia de como a obra chegou à casa. Após ser encontrado, o quadro foi avaliado por especialistas em Paris (24 milhões de euros em leilão). "O Escárnio de Cristo" faz parte de uma sequência de oito imagens sobre a Paixão de Cristo, datada de 1280. A peça encontrada em Paris, feita com tinta têmpera sobre um fundo dourado, foi leiloada em outubro de 2019 por mais de 24 milhões de euros —o que equivale, em valores atuais, a R$ 128 milhões. Pouco depois, porém, o governo francês barrou a exportação do quadro por 30 meses, na tentativa de arrecadar fundos para incluir a obra no acervo do Louvre. Pintor de afrescos em Florença e em Roma, Cimabue foi um dos primeiros artistas italianos a produzir obras fugindo do estilo bizantino. Acredita-se que ele foi mentor de Giotto, artista florentino que viveu no século 14.

 

Fonte: https://www.uol.com.br/splash/noticias/2023/08/28/o-dia-em-que-uma-obra-de-r-128-milhoes-foi-descoberta-na-casa-de-uma-idosa.htm