sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Funcionário de Hospital, praticante de detectorismo, fez uma das maiores descobertas de moedas romanas na Grã-Bretanha (Inglaterra)



O praticante de detectorismo inglês, David Crisp, 63 anos, encontrou um tesouro com mais de 52.000 moedas de bronze que datam do século III dC, enquanto buscava com seu detector de metais em um campo em Frome, Somerset, numa propriedade rural particular da Inglaterra.
No momento ele ainda não tem idéia do seu valor, mas diz que “Em qualquer caso, se eu fizer alguma coisa com isso, vou ter de compartilhá-lo com o agricultor (dono do terreno)."David, de Devizes, Wilts, que tem praticado esse hobby com detector de metal há 22 anos, disse que ele começou a cavar quando seu dispositivo acusou um “bip”. Ele encontrou as moedas em uma jarra grande a menos de 40 cm abaixo da superfície: "Eu coloquei minha mão dentro, tirei um pouco de barro e havia uma pequena moeda romana de bronze. Menor que minha unha”. Ele disse que era a maior descoberta que ele já tinha feito, acrescentando: "A primeira pessoa a quem contei foi o agricultor. Nós não sabemos ainda se elas valem dezenas de milhares ou centenas de milhares de libras.”
A botija de barro e as moedas juntas pesam cerca de 160 kg. Desde então, especialistas do Grupo de Antiguidades do Museu Britânico foram examiná-los. Eles acreditam que o pote de moedas foi provavelmente concebido como uma espécie de oferenda religiosa, ao invés de armazenamento para uso posterior. Sam Moorhead, do museu, onde parte da descoberta está exposta, disse: "Eu não acredito que este é um tesouro de moedas destinadas à recuperação. Eu acho que o que você pode ver é uma comunidade de pessoas que estão realmente fazendo oferendas e eles estão derramando em sua própria contribuição para a oferenda ritual comum aos deuses."

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Pesquisadores percorrem diversas regiões de Minas Gerais em busca de tesouros escondidos

OUÇAM A ENTREVISTA NA INTEGRA NO SITE CBN GLOBO MINAS: http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/pais/2016/02/20/PESQUISADORES-PERCORREM-DIVERSAS-REGIOES-DE-MINAS-GERAIS-EM-BUSCA-DE-TESOUROS-ESCONDIDOS.htm

Movidos pela vontade de contar histórias, eles procuram por objetos, joias, diamantes e até potes contendo moedas de ouro, que possuem valor histórico incalculável. Um grupo de pesquisadores está percorrendo Minas Gerais em busca de tesouros escondidos. São objetos e documentos que ajudam a contar a história não só do estado como do Brasil. Um desses tesouros, por exemplo, estaria enterrada no local onde ficava o casarão da lendária dama do sertão “Joaquina do Pompéu”, uma importante personagem mineira do século XIX e que possuía estreitos laços com a família real portuguesa. Em 1808, ela teria enviado ajuda a Dom João VI, que, juntamente com seus dez mil súditos, fugiu da invasão das tropas de Napoleão Bonaparte para o Brasil. Em retribuição, ele teria enviado um presente. Há quem acredite que seria uma escultura de um cacho de bananas folheada a ouro. Outros acham que seria um pote com objetos valiosos. A região foi visitada por este grupo de caçadores de relíquias, liderado pelo pesquisador da historiografia mineira Alexandre Ibañez, mas nada foi localizado. Ele explica que a sensação é a de tentar encontrar uma agulha no palheiro.
"A fazenda dela hoje é a cidade de Abaeté, Dores do Idaiá, Paracatu, Pitangui, Pequi, Papagaios, Maravilhas, Martinho Campos e Pompéu. Quer dizer. É uma fazenda muito grande. Ela tinha mais de dez mil escravos. Então, muita gente vai pra essa região em busca desse cacho de bananas de ouro e as jóias que muita gente diz que viu com ela, mas que depois da morte dela ninguém encontrou", conta.



Outro caso que tem despertado a curiosidade do grupo é o que envolve o tesouro dos inconfidentes, que estaria enterrado no Pico do Itacolomi, na região de Ouro Preto. Livros, jóias e armamentos que seriam usados caso o movimento da Inconfidência Mineira desse certo. Por enquanto, o tesouro continua sendo um mistério. Além de conhecimento, para embarcar em uma aventura é preciso planejamento. Mas nem sempre tudo sai como o esperado, nessas horas tem que saber improvisar. Como em todas as áreas, os caçadores de tesouros também se deparam com aventureiros que ignoram as regras e recomendações feitas em torno da preservação do patrimônio histórico. Para que a aventura se torne profissional, os adeptos do detectorismo, como a atividade é conhecida, precisam seguir legislações específicas dos estados e da União. Por enquanto, apenas algumas pistas foram encontradas, mas isso não desanima o grupo. Enquanto houver uma história pra contar, o grupo promete continuar se aventurando em busca dos tesouros, sejam eles lendas ou realidade.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O LENDÁRIO TESOURO DOS INCONFIDENTES NO PICO DO ITACOLOMI NAS SERRAS DE MINAS GERAIS

Certa vez quando eu pesquisava sobre esse assunto me deparei com uma edição da revista "O Cruzeiro", que tinha sido publicada no Rio de Janeiro, sob número treze, ano XXV, datada de 10 de janeiro de 1953. Na página 28, os jornalistas Álvares da Silva e Eugenio Silva contavam a história do Sr. Inácio Pinheiro, sob o título "Os fantásticos tesouros de Ouro Preto” onde relatava a fantástica história do Sr. Inácio Pinheiro o mítico caçador de tesouros de Ouro Preto. O mineiro de Muriaé, Inácio Pinheiro, era um pacato dentista prático em Barbacena, quando em 1936, remexendo um velho baú deixado por seu falecido pai, encontrou vários mapas acompanhados de manuscritos, que falavam sobre tesouros enterrados e como encontrá-los. Estava apenas procurando músicas antigas para uma moça, que desejava enviá-las para um concurso promovido por uma rádio do Rio. Não se lembrou mais das músicas. Mas sua vida trocou de ritmo e compasso: deixou Barbacena e mudou-se para Ouro Preto a fim de iniciar a busca. Meses depois, voltou, para levar a mulher e os dois filhos. 



Antes passou um ano no Rio de Janeiro tentando obter a ajuda do Governo para levar avante a empreitada. Só perdeu tempo e dinheiro, além de ganhar muita amolação. “Desiludido, resolveu começar a empresa por sua conta e risco, em 1941”. Como resultado, o Sr. Pinheiro passou cerca de treze anos no Pico do Itacolomi, numa busca solitária e cheia de mistérios. Sozinho por longos anos desaprendeu a conviver com a sociedade que tanto burlava dele. O Sr. Pinheiro, obstinado e só, passou frio e fome sem jamais desistir de encontrar o famoso tesouro dos inconfidentes, que, segundo ele, estava escondido na Serra do Itacolomi com mais de uma tonelada em barras de ouro, além de vários baús que escondiam a biblioteca particular de Cláudio Manuel da Costa. Porém, uma semana depois da reportagem pela revista "O Cruzeiro", o caçador de tesouros foi encontrado morto, em plena sexta-feira santa, sozinho em seu rancho, no Pico do Itacolomi. Morreu sentado, dentro de sua cabana, sem camisa, vestido apenas de calças. O corpo encontrado já estava naquela posição havia cerca de dez dias, segundo constou a perícia. O aventureiro faleceu aos 65 anos de idade, provavelmente vítima de um enfarto fulminante. Sozinho, como o bandeirante Fernão Dias, morreu atrás de um sonho de fortuna, sem encontrar o que procurava. Ou talvez sim, como acreditam muitos. E que talvez ele tenha levado consigo o segredo de onde estaria escondido o lendário tesouro. Mas isso já é outra história!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Buscadores de relíquias procuram o lendário tesouro de “Joaquina do Pompéu” em Minas Gerais

Uma crença de que a "Dama do Sertão" de Minas Gerais enterrou um presente de Dom João VI debaixo do seu casarão, demolido em 1954, leva caçadores de tesouros com equipamentos em busca das relíquias perdidas.
Há muitos anos se ouvem histórias de que um tesouro está enterrado no lugar onde existiu o casarão de Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco (1752-1824), a lendária dama do sertão “Joaquina do Pompéu” uma importante personagem mineira do século 19 e com estreitos laços com a família real portuguesa. Em 1808, por exemplo, ela enviou centenas de gados e outros mantimentos para saciar a fome de Dom João VI (1767-1826) e dos cerca de 10 mil súditos que fugiram da invasão das tropas de Napoleão Bonaparte (1769-1821) e desembarcaram, no Rio de Janeiro, sem alimentação suficiente para todos. Já em 1822, Joaquina enviou tropas de cavalos e mantimentos para reforçar o exército de dom Pedro I (1798-1834) na luta pela independência do Brasil.O tesouro em questão seria um presente de João VI em gratidão à ajuda financeira de Joaquina. Há quem acredite que se trata da escultura de um cacho de bananas folheado com ouro. Outros afirmam que o objeto tem o formato de uma única banana coberta com pó do precioso metal. Ainda há quem sugere um pote com objetos valiosos. Muita gente, porém, alerta que tudo não passa de uma lenda que surgiu em razão da riqueza acumulada por Joaquina, considerada uma grande empreendedora à frente de seu tempo.
Ela deixou aos herdeiros, segundo escreveu o historiador Gilberto Cezar no artigo “As duas faces da matriarca”, publicado na edição de 14 junho de 2008 da Revista de História, “11 fazendas, 40 mil cabeças de gado e algumas centenas de escravos, fora baixelas de prata e bandejas e barras de ouro, entre outros tesouros”. Para se ter idéia do tamanho das terras da amiga da corte, basta dizer que suas fazendas abrangiam áreas que hoje pertencem às cidades de Abaeté, Dores do Indaiá, Paracatu, Pitangui, Pequi, Papagaios, Maravilhas, Martinho Campos e Pompéu. Foi nessa última cidade que Joaquina e o marido, o capitão Inácio de Oliveira Campos, passaram os últimos anos de vida. A sede do sobrado, com 79 cômodos, foi erguida de esteio de aroeira, em sistema de pau a pique, no Pompéu Velho, um povoado a 22 quilômetros de Pompéu e a 190 de Belo Horizonte. O imóvel foi derrubado em 1954. “Pessoas acreditavam que debaixo do solar havia um saco de ouro ou outra peça do metal e associaram a existência (do tesouro) à derrubada do imóvel”, disse Hugo de Castro, coordenador do Centro Cultural Dona Joaquina do Pompéu.

(resenha de Paulo Henrique Lobato em http://www.em.com.br/) 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Lei Brasileira sobre achados e Tesouros Seção III Do Achado do Tesouro

                    

Art. 1.264. O depósito antigo de coisas preciosas, oculto e de cujo dono não haja memória, será dividido por igual entre o proprietário do prédio e o que achar o tesouro casualmente.
Art. 1.265. O tesouro pertencerá por inteiro ao proprietário do prédio, se for achado por ele, ou em pesquisa que ordenou, ou por terceiro não autorizado.
Art. 1.266. Achando-se em terreno aforado, o tesouro será dividido por igual entre o descobridor e o enfiteuta, ou será deste por inteiro quando ele mesmo seja o descobridor.

O LENDÁRIO TESOURO DO PICO 3 IRMÃOS EM SARZEDO - MINAS GERAIS

O surgimento do povoado que originou o município de Sarzedo, está ligado como grande parte dos municípios mineiros, a exploração mineral. Se no século XVII, a busca do ouro determinou uma maior interiorização da população orientando a ocupação do território, no século XX a extração do minério de ferro e o seu transporte propiciaram o surgimento dos diversos núcleos de povoamento na região sudeste do Brasil. Oficialmente descoberto na última década do século XVII, o ouro motivou a ocupação do seio do território brasileiro determinando o povoamento da região das minas pela formação dos primeiros núcleos populacionais que se fixaram próximos aos cursos d’água, onde era mais fácil a sobrevivência. Foi á penetração dos bandeirantes paulistas no interior das Minas Gerais no século XVIII, aprisionando índios e apossando das terras a procura do ouro e pedras preciosas que fizeram surgir os primeiros arraiais mineiros. 
 


Os primeiros grupos, inicialmente estabelecidos de forma temporária, assumiram depois um caráter da ocupação permanente na medida em que se intensificou o processo de exploração aurífera. Foram fundadas assim, os arraiais e vilas que formaram a capitania de Minas Gerais. Assim nasceram muitas lendas sobre tesouros escondidos por aquelas serras. Por isso também estivemos por lá em busca das lendas e desses tesouros! Enfim encontramos...mais um amigo que nos recebeu em sua fazenda nesta nova empreitada e caçada. Obrigado Sr. Vicente Sampaio por nos receber e acreditar nas lendas que fazem do nosso imaginário mais um capitulo em nossas aventuras.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

A cidade perdida da Bahia


Formações rochosas da Chapada Diamantina Setentrional, próximo da Vila de Santo Inácio - Município de Gentio do Ouro, Bahia. A região já foi uma das maiores produtoras de diamantes no mundo, mas hoje está reduzida à exploração em pequena escala. As formações rochosas, muito parecidos com os moais da Ilha de Páscoa, lembram em muito vários semblantes humanos. O maior mistério na história do Brasil ou, como diríamos, o mais famoso mito arqueológico brasileiro é a “cidade perdida da Bahia”. O local é incerto, mas as afirmações coincidem com os detalhes de antigos viajantes que falavam de ruas calçadas e muros altos de pedras. A lenda teve início nos tempos do império, quando o governo português mandou prender Robério Dias, o Muribeca, por não querer revelar a localização de ricas minas de prata na Bahia. Há indícios, aliás, registros muito contundentes que deixam a impressão que “algo muito sério” está sendo escondido propositalmente durante vários anos.


A cidade perdida do sertão baiano passou por uma pesquisa minuciosa entre os anos de 1840 e 1847. Tudo porque, um ano antes, fora encontrado pelo naturalista português Manoel Ferreira Lagos um documento envelhecido, esquecido num canto da Livraria Pública da Corte (Atual Biblioteca Nacional). Era um velho manuscrito carcomido pela passagem do tempo que hoje é catalogado com o número 512, de 10 páginas com o título: “RELAÇÃO HISTÓRICA E OCCULTA, E GRANDE POVOAÇÃO ANTIQUÍSSIMA SEM MORADORES”. A região é inóspita. Os depoimentos nem sempre coincidem mas há vários pontos que confirmam relatos de uns e outros sobre ruínas espantosas. Apesar de não haver comprovação da realidade, os intelectuais e entusiastas acreditam que todos os esforços devem ser dedicados, pois que esses vestígios podem conduzir às grandes descobertas de um passado misterioso, não só do Brasil, mas envolvente para todo o continente sul-americano.